Visita técnica avaliou as condições da unidade e acompanhou casos de crianças que podem retornar ao convívio familiar

As condições de acolhimento de crianças e adolescentes e o acompanhamento de casos com possibilidade de reintegração familiar estiveram entre os pontos avaliados pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) durante inspeção à nova Casa de Acolhimento de Coari, a 363 quilômetros de Manaus.

A visita técnica ocorreu na última sexta-feira (7/8), após a inauguração da unidade, realizada em 31 de julho. Localizada na rua Rei Salomão, no bairro União, a nova casa foi inspecionada para verificar a estrutura e as condições oferecidas às crianças e aos adolescentes acolhidos.

Durante a inspeção, a equipe também acompanhou casos de crianças para as quais existe a possibilidade de retorno ao convívio familiar.

Para o defensor público Ian Palmeira, que esteve à frente da visita, a nova estrutura apresenta condições adequadas para o acolhimento.

“A gente foi conhecer as novas instalações, verificar se estava tudo de acordo e se oferecia as condições necessárias para as crianças. A inspeção foi bem tranquila, a casa estava muito boa, muito confortável para acolher as crianças”, afirmou.

Retorno à família e rede de proteção

O acolhimento é uma medida de proteção aplicada quando a criança ou o adolescente precisa ser afastado temporariamente do convívio familiar. Quando há possibilidade de retorno, o processo exige a preparação da família e da própria criança para que a reintegração ocorra de forma segura.

De acordo com o defensor, o acompanhamento considera as condições da família que poderá receber a criança e as necessidades específicas de cada caso. O trabalho envolve a atuação conjunta dos profissionais da rede de proteção e dos familiares.

“Existe essa necessidade de uma coordenação, de esforços, de um trabalho do Centro de Referência Especializado de Assistência Social com a família que está fora da casa de acolhimento para receber essa criança de volta”, explicou o defensor público.

Nesse processo, a Defensoria atua na articulação da rede de proteção, acompanhando os casos e buscando contribuir para que as medidas necessárias sejam adotadas.

“A gente, como Defensoria, atuando nessa proteção da criança e do adolescente, tenta coordenar esses esforços, ajustar essa rede de proteção, instigar os órgãos que participam dela, ouvir os psicólogos, entender e atender as famílias e as crianças”, destacou.

“O nosso papel é verificar se a rede está funcionando, ajustar o que precisa ser ajustado e funcionar como um órgão que faz essa rede girar, que faz as coisas acontecerem. O objetivo é o bem-estar da criança, para que ela possa sair do acolhimento e ser recebida de novo pela família, quando isso for possível e quando a família estiver preparada para recebê-la”, concluiu o defensor.

Texto: Aline Ferreira
Fotos: Divulgação/DPE-AM

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