Amazonas

Desmatamento na Amazônia é o menor em 4 anos, diz governo

Conforme Defesa, houve redução de 70% no número de alertas em janeiro. Divulgação ocorre após anúncio de fim de operação

O Ministério da Defesa informou, nesta sexta-feira (12), que janeiro de 2021 apresentou a menor área de alertas de desmatamento na Amazônia Legal dos últimos quatro anos. O governo sustenta ter havido uma redução de 70% em relação ao mesmo mês de 2020, de acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Conforme a pasta federal, entre agosto de 2020 e janeiro de 2021 foram 988 km² de redução em alertas, área maior do que a cidade de São Paulo.

Os números foram divulgados dois dias após o vice-presidente da República  presidente do CNAL (Conselho Nacional da Amazônia Legal), Hamilton Mourão, ter anunciado o fim da Operação Verde Brasil 2, para 30 de abril.

Mourão disse que o novo Plano Amazônia 21/22 vai substituir a ação militar na Amazônia, iniciada em maio de 2020, focando em 11 municípios, onde ocorrem “70% do desmatamento e dos crimes ambientais.

“Sete estão localizados no Pará, um em Rondônia, dois no Amazonas e um no Mato Grosso. Foram elencados como as áreas prioritárias. Esse foi o eixo principal que norteou nosso Plano Amazônia”, afirmou Mourão na última quarta-feira (10).

ARTE: CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA DEFESA

Para o Ministério da Defesa, os números de janeiro são reflexos do trabalho integrado coordenado pelo conselho na região, “principalmente por meio da Operação Verde Brasil 2”.

“Esses dados demonstram o bom desempenho do trabalho integrado coordenado pelo CNAL (Conselho Nacional da Amazônia Legal) na região, principalmente por meio da Operação Verde Brasil 2”, argumenta o ministério.

Do início da operação até janeiro deste ano, foram apreendidos 331 mil m³ de madeira, 1.699 embarcações, 326 tratores e 20 aviões/helicópteros, resultando na aplicação de 4.842 multas e totalizando o valor de R$ 3,33 bilhões.

“A otimização das ações das equipes de campo durante a Operação tem sido garantida por meio do trabalho técnico-científico de uma equipe de analistas de órgãos governamentais reunidos no Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), órgão subordinado ao Ministério da Defesa.”

Fonte: R7.com

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