Brasil

É falso que Ministério da Saúde pré-cadastre para vacinação contra Covid-19 por telefone ou SMS

Golpistas tentam se aproveitar da expectativa para vacinação contra a doença para obter acesso aos aplicativos de mensagem das vítimas

Por: Matheus Moreira

SÃO PAULO Golpistas se aproveitam a expectativa pela vacinação contra Covid- 19 para enganar cidadãos e obter acesso a aplicativos de mensagens como o WhatsApp e o Telegram, segundo informado ao Ministério da Saúde no dia 14 de janeiro. De acordo com a publicação da pasta nas redes sociais, os golpistas ligam para os celulares das vítimas e fazem um falso questionário para levar o cidadão a acreditar no golpe e compartilhar com o criminoso um código que dá acesso aos aplicativos de mensagens. A isca usada pelos golpistas é a possibilidade de pré-agendar uma data para a vacinação. A pasta, no entanto, não está agendando dados para uma vacinação contra um Covid-19 e não faz ligações para os cidadãos.

“O Ministério da Saúde esclarece que não realiza agendamento para aplicação de nenhum tipo de vacina, e nem envia códigos para celular dos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). Caso receba solicitação de cadastro, não forneça dados e denuncie às autoridades competentes “, diz a publicação do ministério nas redes sociais.

Outra modalidade do golpe, também sugerindo agendamento para vacinação contra o novo coronavírus, acontece por meio de SMS. A vítima recebe uma mensagem de texto, supostamente do Ministério da Saúde, pedindo para que clique no link e confirme o código para agendar a vacinação. Ao fazer isso, a vítima dá aos golpistas acesso aos seus aplicativos de mensagem. Procurado, o Ministério da Saúde não respondeu aos questionamentos enviados pela Folha.

CIRCULA TEXTO FALSO SOBRE VACINAÇÃO EM SÃO PAULO

Nos primeiros dias de janeiro, um texto falso compartilhado em redes sociais e por aplicativos de mensagens apresentava informações imprecisas sobre a vacinação contra um Covid-19 no estado de São Paulo.

O texto foi atribuído à rádio CBN, que nega ser responsável pelas informações erradas ou imprecisas.

O falso texto informa que além da vacinação dos profissionais da Saúde, indígenas, quilombolas e idosos com 60 anos ou mais, também seriam vacinados já na primeira fase da campanha de vacinação os idosos com menos de 60 anos e as crianças.

A informação é imprecisa.

De acordo com o calendário fornecido pelo governador João Doria (PSDB) durante o Seminário de Gestão Pública para Novos Prefeitos do Estado de São Paulo, transmitido ao vivo na primeira semana de janeiro, serão vacinados apenas os profissionais da saúde, indígenas, quilombolas e idosos com 60 anos ou mais na primeira etapa que, um princípio, estava marcada para começar no dia 25 de janeiro e chegar ao fim no dia 28 de março.

O governo estima que a primeira fase de vacinação aplicará como duas doses em 9 milhões de paulistas até o dia 28 de março.

Fonte: Folha de São Paulo

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