Amazonas Economia

CÂMARA DE MAUÉS E AMBEV DISCUTEM PREÇO DO GUARANÁ – ALTERNATIVAS, MERCADO E AJUSTES EM TERMO DE COMPROMISSO QUE ENCERRA EM 2023

FMC – Na manhã desta quarta-feira 09, atendendo o Requerimento número 044/2022 de autoria do Vereador Luiz Carlos Dinelli, realizou no plenário Davino Gomes de Albuquerque da Câmara Municipal de Maués a 258 quilômetros de Manaus, uma reunião com a Ambev Filial de Maués para discutir a situação do Preço do Guaraná da safra deste ano, produzido pelos guaranaicultores do Município.


Esteve presente na reunião a gerente da Fazenda Santa Helena da Companhia de Bebidas das Américas – Ambev, Mirian Frota e os membros da Comissão de Agricultura da Casa Legislativa, vereadores Luiz Carlos Dinelli, Simildon Rocha, Martineia Dinelli, Ari Menezes e demais edis Paulo Rodrigo Santos, Adalto Lopes, Roberta Alves e Lucas D’Ambros – Presidente de Cooperativa de Produtores. A reunião foi transmitida em live pelo site Folha de Maués Comunicações – FMC, presidida pelo vereador Simildon Rocha – Simoca o qual juntamente com os demais vereadores fizeram perguntas sobre a questão compra do produto, valores pagos, questões burocráticas, situação do mercado, além das classificações do produto que vem sendo comprado pela Companhia Ambev.


Mirian Frota destacou os investimentos da Companhia de R$ 7 milhões/ano desde 2003 – 2013 a 2023, visto que ano que vem encerra o Termo de Compromisso firmando entre o Governo do Amazonas, Ambev e Município. O qual 70% desse recurso é absorvido pelo Governo Estadual.
Segundo Mirian Frota a Companhia desde 2013 a 2022 já distribuiu 275 mil mudas de Guaraná aos produtores do Município de Maués, cidade onde a Ambev mantém uma Fábrica de Extração do Extrato do produto e distribui para todas as fábricas espalhadas pelo Brasil e mundo. No entanto a produção do município não vem atendendo a demanda da Empresa, que é obrigada a comprar de produtores de outros Municípios Amazoneses e dos Estados da Amazônia Legal.


Mirian Frota informou que a Companhia tem comprado anualmente a produção de 13 Associações de Produtores, mas tem recebido reclamações dos próprios produtores sobre percentuais cobrados pelas Associações que alegam que tais percentuais são direcionado às ações das próprias Associações.
Questionada pelos edis sobre a compra do Produto, se a mesma é feita somente por Associações ou se o pequeno produto pode vender por exemplo três ou quatro ou quatro sacas de Guaraná direto na Companhia. Miriam Frota informou que a Companhia compra sim, as pequenas produtores dos produtores que procuram a Ambev.
A representante da Ambev destacou que o recurso disponível da Companhia para compra da safra segue um cronograma e em muitas ocasiões a produção local não supre a Meta estabelecida pela Empresa, exemplo – este ano a Companhia precisa de X toneladas dos produtores do Município, mas a produção local não tem essa oferta.



Classificação do Guaraná

O Preço do kilo do Guaraná convencional estava estipulado em R$ 24, 30, valor que não compensa o trabalho dos produtores. Miriam Frota frisou que este ano a Companhia paga R$ 35,00 pelo kilo do Guaraná convencional; R$ 37,00 o Guaraná IG; R$ 45,00 o Guaraná Orgânica e R$ 47,00 o Guaraná Organico IG.
A representante da Companhia disse que os produtores de Maués precisam se organizarem de acordo com as exigências do Mercado e a companhia está trabalhando e comprando Guaraná Orgânico.
O presidente de uma Cooperativa de Produtores, Lucas D”Ambros que exporta Guaraná Orgânico para países como Estados Unidos, destacou sobre essa organização dos produtores, necessária para o êxito da venda do produto com valor agregado para garantir novos investimentos na produção.

O vereador Luiz Carlos Dinelli disse que o preço do Guaraná precisa estipulado anualmente junto à Conab – Companhia Nacional de Abastecimento, que venha a compensar o Custo Produção.
O vereador Simildon Rocha – Simoca solicitou na reunião com a Representante da Ambev um estudo junto ao Setor Técnico da Prefeitura de Maués e Governo do Amazonas o aumento do percentual de 30% para 50%. ” desses 30%, 15% é de direcionado para Maués para a Companhia Ambev fazer os investimentos no plantio de Guaraná. Pelo meu entendimento a Ambev tem outros 15% para garantir um preço justo. 70% vai para o FTI – “Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Estado do Amazonas”.
O Vereador Simoca pediu a Renovação do Termo de Compromisso em 2023 com ajustamentos junto ao Setor Técnico do Tesouro Estadual para que aumente o percentual de 30% para 50%, recursos esses que são oriundos dos Incentivos Fiscais não só da Indústria da Ambev em Maués, mas das fábricas de concentrados instaladas na capital Manaus”, argumentou Simildon Rocha.

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