Amazonas

Boletim de desigualdade aponta pobreza crítica em Manaus

As situações mais críticas em 2021 em linhas de pobreza foram observadas em Manaus (41,8%) e Grande São Luís (40,1%), as duas únicas capitais acima de 40%.

Matéria do portal @emtempo.com

As metrópoles brasileiras reúnem 19,8 milhões de pessoas na linha da pobreza. É o que aponta o 9º Boletim Desigualdade nas Metrópoles, o que representa recorde na série histórica, iniciada em 2012. As situações mais críticas em 2021 foram observadas em Manaus (41,8%) e Grande São Luís (40,1%), as duas únicas acima de 40%. Já os locais com os menores resultados foram Florianópolis (9,9%) e Porto Alegre (11,4%).

O estudo refere-se ao ano de 2021 e representa 23,7% do número de pessoas em situação de pobreza, quase um quarto da população dessas regiões. Os dados foram obtidos com base na análise de estatísticas das 22 principais áreas metropolitanas do país.

Na avaliação dos responsáveis pelo estudo — produzido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), pelo Observatório das Metrópoles e pela Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina(RedODSAL) — desde a passagem de 2014 para 2015, o país já dava sinais de dificuldade de combater às desigualdades, problema agravado com a chegada da pandemia de covid-19, em 2020.

“A crise já vinha se desenhando. Estávamos em uma maré muito ruim. Em cima disso, veio a pandemia”, afirma André Salata, professor do programa de pós-graduação em Ciências Sociais da PUCRS.

André Salata

Dados Analisados

De acordo com os dados analisados, em valores médios de 2021, convertidos em reais, a linha de pobreza foi de aproximadamente R$ 465 per capita (por pessoa) por mês, enquanto a de pobreza extrema ficou em cerca de R$ 160 per capita por mês. Na prática, moradores de domicílios cuja renda por pessoa esteve abaixo desses patamares foram classificados pelo estudo como pobres ou extremamente pobres.

O grupo de brasileiros em pobreza extrema também bateu recorde. Em 2021, 5,3 milhões de pessoas estavam nessa situação. O número representa 6,3% da população das regiões metropolitanas. Um crescimento de 1,6 milhão de pessoas em relação ao ano de 2020. O que confirma a percepção de pessoas vivendo nas ruas ou pedindo algum tipo de ajuda.

Recuperação

Para 2022, há perspectivas positivas e negativas. A renda dos mais pobres pode ser elevada, principalmente pela retomada no auxílio emergencial, mas existem dificuldades a serem superadas, a fim de assegurar uma recuperação consciente.

“O Auxílio Brasil de R$ 600, sem dúvida, vai ter impacto na renda dos mais pobres. Mas é bom lembrar que uma política de transferência de renda, para ser bem feita, precisa de sustentabilidade e ser bem focalizada. Há muitas críticas em relação à focalização do auxílio”, pondera Salata.

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