Economia

Acordo fracassa e Petrobras e Eneva encerram negociação para venda do Polo Urucu

Sem chegar a um acordo, Petrobras e a Eneva encerraram as negociações para venda da participação em sete concessões no Polo Urucu, na Bacia de Solimões. As negociações entre a estatal e a empresa que já atua no Campo de Azulão, em Silves (a 181 quilômetros de Manaus), começaram em fevereiro do ano passado.

Do portal @amazonasatual.com

“(A Eneva) informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que encerrou sem êxito as negociações para aquisição do Polo Urucu junto à Petróleo Brasileiro S.A. (“Petrobras”), que haviam se iniciado em fevereiro de 2021, conforme Fato Relevante divulgado em 01 de fevereiro de 2021”, informou a Eneva, em nota.

“Apesar dos esforços envidados por ambas as empresas nesse processo, ao longo da negociação, não foi possível convergir para um acordo em certas condições críticas, optando-se pelo encerramento das negociações em curso, sem penalidades para nenhuma das partes”, disse a Petrobras em comunicado.

De acordo com a estatal, a Petrobras decidiu encerrar o atual processo competitivo e avaliará as melhores alternativas para essas concessões.

A venda do Polo Urucu faz parte do projeto de desinvestimento da Petrobras no Amazonas, anunciado pela estatal em junho de 2020. Os ativos que são alvos da venda englobam os campos de Arara Azul, Araracanga, Leste do Urucu, Rio Urucu, Sudoeste Urucu, Cupiuba e Carapanaúba, além de infraestruturas de apoio operacional.

A venda dos ativos está alinhada à estratégia da estatal de “otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos”.

Prioridades

O diretor financeiro e de relações com investidores da Eneva, Marcelo Habibe, afirmou que, atualmente, a empresa tem 7,1 bilhões de metros cúbicos em reservas de gás natural no Amazonas e 24,3 bilhões de metros cúbicos em recursos contingentes. A empresa, segundo Habibe, vai priorizar a monetização dos volumes já conhecidos e sob sua concessão.

A Eneva iniciou sua atuação na região amazônica com a aquisição do campo de Azulão, na Bacia do Amazonas, em 2018. Em dezembro daquele ano, as reservas de gás natural do Campo de Azulão eram de 3,6 bilhões de metros cúbicos. A companhia ampliou sua área sob concessão na região, com a aquisição de 3 blocos exploratórios na Bacia do Amazonas e da área de Juruá, na Bacia do Solimões.

“Diante da evolução do volume de reservas e recursos contingentes sob concessão da Eneva na região amazônica, a Companhia fortaleceu ainda mais seu time dedicado a estudar alternativas logísticas para ampliação da capacidade de escoamento do gás produzido, priorizando a monetização dos volumes já conhecidos e sob sua concessão, seja por meio da destinação do gás para novas usinas termelétricas, seja por meio do desenvolvimento de rotas de comercialização”, disse a Eneva.

Leia o comunicado da Eneva clicando AQUI.

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