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No País, 29% estão sem emprego há 2 anos

Além disso, o emprego sem carteira assinada cresceu mais do que o trabalho formal em todas as atividades econômicas que abriram vagas na comparação com 2020

Estadão Conteúdo /portald24@diarioam.com

Rio, 21 – Quase 29% dos cerca de 13,5 milhões de desempregados no terceiro trimestre estavam em busca de uma vaga havia mais de dois anos, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Trata-se do maior porcentual em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Além disso, o emprego sem carteira assinada cresceu mais do que o trabalho formal em todas as atividades econômicas que abriram vagas na comparação com 2020.

O aumento do tempo de permanência no desemprego é mais um indício de que a situação do mercado de trabalho continua desafiadora, ainda mais com a perspectiva de estagnação do PIB em 2022. No primeiro trimestre de 2020, o porcentual de desempregados em busca de trabalho há dois anos ou mais era de 23,9%. Essa proporção alcançou 28,9% no terceiro trimestre deste ano.

Segundo Maria Andreia Lameiras, uma das autoras do estudo, quanto mais tempo o trabalhador fica sem emprego, mais ele sofre desconfianças sobre ter as habilidades necessárias para novas vagas. “Esse cara, que fica tanto tempo fora do mercado de trabalho, tem mais baixa escolaridade. Ele já estava fora do mercado quando veio uma pandemia, que deixou muita gente qualificada sem emprego. As empresas vão primeiro voltar a contratar essas pessoas mais qualificadas, com mais escolaridade, há menos tempo procurando vaga. Quem está há mais tempo desempregado vai ficar no final da fila.”

Houve aumento também na proporção de pessoas buscando emprego há pelo menos um ano – de uma fatia de 12,6% dos desempregados, no primeiro trimestre de 2020, para 19,5% no terceiro trimestre deste ano. Por outro lado, houve redução na proporção de desempregados mais recentes, que estão nessa condição há menos de um mês (de 18% para 11%) ou há mais de um mês, mas menos de um ano (de 45,5% para 40,6%).

Informalidade
Em dez das 13 atividades econômicas em que houve alta no emprego com carteira assinada, a variação foi mais branda do que a da informalidade. O segmento de serviços domésticos teve a maior diferença: enquanto o emprego formal no segmento cresceu 4%, o número de vagas sem carteira assinada avançou 28,1%. Já em alojamento e alimentação, houve um salto de 22% no emprego com carteira, mas a variação do emprego sem carteira foi quase o dobro – 39,2%.

Para o Ipea, a previsão para os próximos meses é “de um crescimento menos acentuado da ocupação em 2022, refletindo um desempenho mais moderado da atividade econômica”. Rodolpho Tobler, pesquisador do Ibre/FGV, avalia que não há perspectiva de que o desemprego volte ao patamar de um dígito. Ele prevê que desça a 12,3% no quarto trimestre deste ano, mas encerre 2022 ainda por volta de 12%.

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