Amazonas Cultura

Animações na Amazônia retratam cultura e costumes da região

Com a estreia de ‘Ainbo’, preparamos uma lista que relembra outras produções do estilo

Para quem estava sentindo falta de uma boa animação infantil, aqui vai a dica do fim de semana: O filme “Ainbo – A Guerreira da Amazônia” estreou na última quinta-feira (30), e segue em cartaz nos principais cinemas da capital. Assim como outras animações de sucesso, a exemplo de “Rio 2”, “Ainbo” é ambientado na Floresta Amazônica e conta a história de uma jovem indígena, nascida e criada na selva, que luta para salvar o ambiente em que vive da ganância.  

Foto: Divulgação

Em uma animação 3D, com duração de 80 minutos, o filme é uma produção peruana, holandesa e norte-americana, distribuída pela Paris Filmes. A direção é de Richard Claus e Jose Zelada e a classificação indicativa é livre. Ainbo nasceu na Floresta Amazônica e vive em uma aldeia assombrada por um espírito maligno chamado “Yakuruna”. O espírito sombrio representa a ganância do homem branco, ao invadir e desmatar a região em busca de riquezas. A jovem guerreira busca impedir essa ação, mas para isso, conta com a ajuda de guias espirituais: o tatu “Dillo” e a anta “Vaca”. Além dos amigos, Ainbo também é guiada pelo espírito da mãe. 

FILMES AMBIENTADOS NA AMAZÔNIA

A animação “Ainbo – A Guerreira da Amazônia” não é a primeira animação infantil a ser ambientada na região, e é válido relembrar alguns títulos nesta linha que animaram pequenos e adultos. Os encantos da maior floresta tropical do mundo também foram destaque em outras animações, como no filme “Rio 2”, de Carlos Saldanha, lançado em 2014. Em uma explosão de cores, a animação retrata bem as belezas naturais da Amazônia. 

Em “Rio 2” as araras Blu, Jade e seus três filhos saem do Rio de Janeiro em direção à Amazônia, junto com os humanos Linda (a dona de Blu) e Túlio. Antes de chegarem ao local de destino, a família atravessa o Brasil e encontra outras ararinhas-azuis. A missão de Blu é se adaptar a vida selvagem e impressionar o sogro, enquanto a dos humanos é salvar a floresta do desmatamento.

ADEUS, QUERIDO MANDI 

A animação em curta-metragem “Adeus, Querido Mandi” dialoga histórias da Cosmologia do Alto Rio Negro, com o mito japonês de Urashima Tarô. Mandi é um pescador do povo Manaós, que vive na Manaus de 1723, durante a guerra liderada por Ajuricaba. O pescador e a família tem parte da roça e da pesca tomadas pelos soldados do Forte de São José da Barra do Rio Negro. 

O curta produzido pela Rizoma Audiovisual, com o roteiro de Bruno Villela (natural de Santos – SP, que trabalha na Amazônia há 10 anos e no Amazonas há 9 anos) foi gravado no idioma Baniwá, o mais próximo do falado pelos antigos Manaós. A animação em curta-metragem está sendo lançada agora nos Festivais e o diretor não descarta a possibilidade de ser exibido logo mais.

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