Amazonas

Rios amazônicos possuem três cores dominantes, leia a matéria

Pesquisa do Inpa revelou as cores branca, negra e claras dominam os rios da maior floresta tropical do planeta

Texto: Ayrton Senna Gazel

Maior reserva de recursos hídricos do planeta, a Bacia Amazônica é formada por mais de 1.000 mil afluentes e corta o Brasil e outros sete países sul-americanos, mas é justamente próximo à capital amazonense, que ocorre um dos fenômenos naturais mais impressionantes da Amazônia, protagonizados por dois gigantes, o encontro entre os Rios Negro e Solimões.

  A exuberância do contraste que marca o fenômeno sintetiza a diversidade de cores existentes na Floresta Amazônica. No entanto, uma pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), revelou que além das tonalidades negra e branca, as águas claras também são predominantes nos rios amazônicos.  

‘Caribe Amazônica’

Segundo o pesquisador Eduardo Antônio Rios-Villam,  engenheiro químico do Inpa, os fatores químicos são determinantes para as cores dos rios.

As águas claras geralmente apresentam tons entre esverdeados e transparentes, fenômeno que ocorre em rios como o Tapajós e o Xingu, ambos localizados no Pará. Essas águas apresentam uma baixa quantidade de sedimentos e sólidos dissolvidos.

Praia em Alter do chão, no oeste do Pará
Praia em Alter do chão, no oeste do Pará | Foto: Reprodução

Uma das principais características das águas claras da Amazônia estão no fato de que elas nascem em áreas marcadas pela formação rochosa e muito antigas, cujo plano é mais regular, com pouquíssima adição de matérias orgânicos ao longo de seu curso. Os rios que forma as águas claras da Amazônia tem suas nascentes na região central do Brasil com o norte, e outra no extremo norte do país

, destaca o pesquisador.

Os rios de águas claras são marcadas por serem limpas, em Santarém, por exemplo, no oeste do Pará, a Praia de Alter do Chão, no rio Tapajós, é conhecida como ‘Caribe da Amazônia”, limpidez. 

Os rios de águas escuras

Os rios de águas negras são dominantes na maior parte do estado e são caracterizados pelas tonalidades mais escuras, em virtude de uma série de fatores.

“Essas águas negras são pobres em nutrientes e solos arenosos, além de possuírem grande quantidade de materiais orgânicos, como húmicos e fúlvicos ácidos. No caso dos rios de água mais escura, vemos superficialmente a coloração mais negra, mas se analisarmos em uma pequena quantidade, percebemos que a tonalidade vai do marrom ao avermelhado”, explica o especialista.

Rio Jutaí
Rio Jutaí | Foto: Reprodução

Exemplos de rios com as águas negras são o Rio Jutaí e o próprio Rio Negro, o maior afluente do lado esquerdo do rio Amazonas. 

Os gigantes de águas brancas

Diferente das águas negras, os rios formados pelas águas brancas são extremamente ricos em nutrientes e barrentas. 

A composição dessas águas é influenciada, principalmente, pela erosão que ocorre na região Andina e Pré-Andina, onde estão localizadas as suas nascentes. Nessa região o solo é relativamente alcalino e rico em sais minerais. Uma alta carga de sedimentos, devido a intensos processos de erosão, é lançada na água provocando a coloração branca característica.

O Rio Amazonas nasce na região dos Andes, no Peru e durante o curso do rio, recebe uma grande quantidade de sedimentos ricos em nutrientes, sem falar de altas concentrações de sólidos dissolvidos, principalmente metais alcalino-terrosos e carbonatos, que determinam a cor turva dessas águas

, explana Eduardo.

Maior rio do mundo em volume de água e em extensão, o Rio Amazonas, com cerca de 6.992 quilômetros de extensão é um dos exemplos de rio com água branca, além dele também há o Rio Madeira, um de seus principais afluentes.  

Rio subterrâneo

Além das variedades de cor, a Amazônia esconde mistérios até 4 mil metros abaixo do Rio Amazonas, trata-se do rio Hamza. Ele nasce na Cordilheira dos Andes, no Peru e segue seu percurso na vertical até o Acre, de lá segue na horizontal passando pelos estados do Amazonas, Amapá e Pará, desaguando no Oceano Atlântico.

O fluxo da água do Hamza é o mesmo do Amazonas e esse rio subterrâneo foi descoberto em 2010, durante o doutorado da professora e pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Elizabeth Pimentel.

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