Economia

Carnes seguem mais caras e frutas estão 13% mais baratas em 2021

Alternativa para o bolso pode estar na substituição da carne bovina por proteínas com menor variação, como peixes e carne de porco

D24.AM – Os amantes de um bom churrasco seguem com o desafio de se reinventar em meio aos recentes saltos no preço das carnes vermelhas. Os produtos mantiveram no mês de junho a trajetória de alta iniciada em fevereiro e estão 7,25% mais caras neste ano em relação a dezembro de 2020.

Por outro lado, uma opção pode estar na adoção de uma alternativa vegetariana, já que o preço das frutas acumula uma queda superior a 13% no mesmo período, de acordo com dados divulgados na última semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No acumulado dos últimos 12 meses, as carnes já dispararam mais de 38%, enquanto as frutas rendam a estabilidade, com variação de apenas 0,03% no período, com deflações nas regiões de Recife (-1,22%), São Paulo (-2,76%), Distrito Federal (-2,07%), Belém (-1,21%), Fortaleza (-5,52%) e Salvador (-4,53%).

Entre as carnes, os maiores saltos partiram da pá (+14,5%), do músculo (+13,1%), do patinho (11,9%), do cupim (12%) e do filé-mignon (+11,4%). A única de origem bovina mais barata é a capa de filé (-0,26%).

Já no campo das frutas, está mais barata a compra da laranja-lima (-36,3%), do abacate (-36,3%), da banana-d’água (-32,5%), da maçã (-24,6%), da tangerina (-24,6%), da laranja-baia (-16,2%), da banana-maçã (-14,9%) e do maracujá (-16,2%).

Por outro lado, a manga (+20%), o melão (+15,1%), a melânica (+7,9%), o abacaxi (3%) e a pera (+2,7%) foram as únicas frutas pesquisadas pelo índice que ficaram mais caras no primeiro semestre.

Substitutos
Para burlar o aumento das carnes bovinas, os consumidores têm a alternativa de escolher por outras proteínas que tiveram uma variação menor de preço entre janeiro e junho, tais com a carne de porco (-3,3%) e os pescados (+1,15%).

Escolha mais comum para substituir a carne, o frango acumula uma alta semelhante à da proteína bonina, de 6,9%, no primeiro semestre, com os saltos nos valores tanto na compra da peça inteira (+5,8%), quanto por pedaços (7,5%). Outra fonte alternativa de proteína, os ovos estão os mesmos 7% mais caros.

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