Economia

Defensores da ZFM se unem contra nova proposta que ataca modelo

Contrariados com o anúncio, representante da indústria no Amazonas e defensores do modelo condenam a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, em reduzir as alíquotas do polo de bebidas na ZFM

EM.TEMPO – Desde que assumiu o cargo no Governo Federal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, vem exibindo uma série de ataques ao Polo Industrial de Manaus (PIM). Desde o início do ano – e reforçado nesta semana -, Guedes propôs uma redução de incentivos fiscais no polo de bebidas do modelo em função do plano de redução do Imposto de Renda de Pessoa jurídica (IRPJ), como uma ideia de compensação da proposta na segunda fase da reforma tributária. Contrariados com o anúncio, representante da indústria e defensores do modelo condenam a declaração do ministro.

Ao receber essa notícia, o vice-presidente da Câmara de Deputados, o deputado federal Marcelo Ramos, esclareceu, ao EM TEMPO, que Guedes fez um pronunciamento na terça-feira (6), alegando que aceitaria a diminuição da alíquota da proposta da reforma do IRPJ apenas se houvesse uma diminuição de subsídios de outras empresas. Neste sentido, o ministro citou a redução de subsídios da indústria de xarope de refrigerantes, instalada na Zona Franca de Manaus (ZFM).

[Além disso], na quarta-feira (7), o ministro ainda criticou a ZFM e disse que o nosso modelo deveria ser uma indústria da Amazon, voltado para carro e moto elétricos. Mas essa é uma forma que ele usa para, disfarçadamente, atacar o PIM. Na verdade, Guedes nunca fez um investimento para que nós pudéssemos acreditar nessa transição para um outro modelo de indústria

deputado federal, Marcelo Ramos

Pelo Custo Brasil, seria inviável, para as empresas, fabricarem em outros estados do país
Pelo Custo Brasil, seria inviável, para as empresas, fabricarem em outros estados do país | Foto: Arquivo/Em Tempo

Deixar o PIM seria deixar o Brasil

  Responsável por 80% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, não é à toa que os representantes defendem a ZFM. Caso essa redução das alíquotas aconteça, haverá um aumento na competitividade, correndo o risco de as empresas do ramo passarem a fabricar fora do país, já que o único motivo de permanecerem seria o estímulo dos incentivos fiscais no modelo. Pelo Custo Brasil, seria inviável fabricar em outros estados.  

Com a saída das empresas, haverá perdas de postos de trabalho. Sobre esse contexto, o senador Eduardo Braga repudia a posição do ministro. “Mais uma proposta absurda de Guedes contra a ZFM que, se acontecer, será uma atitude contra os trabalhadores amazonenses e investidores. Será uma ação não republicana, que prejudica inclusive o Brasil”, desaprova.

  Outro protetor da indústria amazonense, o deputado estadual Serafim Corrêa, também se posiciona contra a mudança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos concentrados de refrigerantes e confirma que a saída do modelo significa deixar de produzir em polo brasileiro.  

O ministro mostra a sua cara, ele é isso. Senta com empresários, combina, mas, meses depois, esquece tudo aquilo que ficou acertado. A cada dia que passa gera mais insegurança jurídica, o que é muito ruim para a ZFM e, principalmente, para o país. Muitas empresas deixam o Brasil por conta desse [desestímulo] gerado pelo Governo Federal. É lamentável essa postura e todos nós precisamos no unir pelos interesses locais

deputado estadual, Serafim Corrêa

O modelo é responsável por 80% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado
O modelo é responsável por 80% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado | Foto: Arquivo/Em Tempo

  De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, que concedeu uma entrevista em vídeo na sede da Confederação da Indústria (CNI) em Brasília, esse posicionamento atrapalha os investimentos e atrasa o crescimento da ZFM, diante dos constantes ataques.  

“Eu acho que o ministro precisa conhecer um pouco melhor o nosso modelo, porque [o nosso papel] é fomentar o desenvolvimento do PIM, que é exitoso e que já abrigou cerca de 132 mil empregos. Hoje estamos com 80 mil, remando para voltar ao patamar de, pelo menos, 100 mil empregos”, ressalta Silva, confirmando a contribuição da ZFM para o estado e o país.

  Para o economista Origenes Martins, essas ameaças já duram, pelo menos, 30 anos. Martins revela que a perseguição inicial partia de empresas em São Paulo, não aceitando um polo de desenvolvimento fora do estado paulista. Anos mais tarde, os questionamentos surgiram por questões ambientalistas, porém, essa acusação foi invalidada – pelo modelo oferecer essa proteção – e, de alguns anos para cá, os do ministro Paulo Guedes, por acreditar em uma produção industrial sem incentivos.  

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