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David Almeida cobra empenho de Wilson Lima para conter ataques em Manaus

Após onda de violência em Manaus, o prefeito David Almeida e o ex Arthur Neto pedem uma operação de Garantia da Lei e da Ordem para que o Exército possa atuar na segurança do Estado

D24.AM – O prefeito de Manaus David Almeida cobrou, neste domingo (6), mais empenho do governador Wilson Lima para conter a onda de violência em Manaus e pediu uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para que as Forças Armadas possam atuar na segurança pública do Estado. Já o ex-prefeito Arthur Neto disse que o governo perdeu o controle da segurança e pediu o Exército nas ruas.

“O Estado não pode recuar e tem que aplicar a mão firme. Está mais do que na hora do Exército entrar nas ruas. Não podemos deixar que os marginais tomem conta. Foram longe demais, um abuso extremo”, afirmou.

O prefeito ainda defendeu que a Guarda Municipal possa ser armada (Foto: Mário Oliveira / FMS)

O prefeito esteve, na noite deste domingo, à Bola das Letras verificar a situação do local reinaugurado há quatro dias e que foi incendiado por bandidos. O prefeito ainda defendeu que a Guarda Municipal possa ser armada.

“Eu como prefeito não vou aceitar isso. Vamos armar nossa Guarda Municipal. Só não armamos ainda por conta de decretos que impedem a criação de novas estruturas. Eu vou encontrar o caminho necessário. Se eu estou com minha Guarda Municipal armada isso não teria acontecido”, disse o prefeito.

O prefeito contou que esteve na tarde deste domingo reunido com o Comandante Militar da Amazônia e com o governador quando alertou sobre os ataques. “Alertei o governador Wilson Lima. Se estão fazendo isso durante o dia, imagina o que pode acontecer à noite. Vai ser muito pior”.

Críticas
O ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto também se manifestou sobre o assunto. Para ele, o Amazonas virou “terra sem lei” com os ataques realizados neste domingo na capital de cidades do interior.

“O Amazonas virou terra sem lei, sem ordem, sem governo. Passei oito anos como um prefeito que denunciava o crescimento do tráfico na capital e no Estado inteiro. O presidente Bolsonaro deve mandar para cá, imediatamente, a Força Nacional”, disse sobre a onda de criminalidade desencadeada na capital e em outros municípios do Estado neste final de semana, após a morte de um traficante.

“Wilson Lima é uma figura caricata, seu comunicado foi ridículo, nunca fez e nunca fará nada pela segurança pública. Ele é apenas um mamulengo de ventríloquos que avançam vorazmente sobre o dinheiro público”, afirmou Virgílio, que sempre denunciou o clima de insegurança na capital durante seu mandato de prefeito. “O que vi, na verdade, foi muita tolerância dos governantes com as organizações criminosas, em guerra entre elas e em guerra contra as pessoas de bem. Eis aí o resultado da inércia: contemplamos, com tristeza e revolta, o quadro caótico que foi se estabelecendo a cada dia, a cada mês, a cada ano, tornando a população refém do medo e do terror”, lamentou.

Sobre os questionamentos solicitando a presença das Forças Armadas nas ruas para atuar contra os atos de vandalismo que ocorreram neste domingo (6), o Comando Militar de Área esclarece que:

A Garantia da Lei e da Ordem (GLO) é regulada pela Constituição Federal, em seu artigo 142; pelas Leis Complementares 97, 117 e 139; e pelo Decreto 3897, de 2001. As operações de GLO concedem provisoriamente aos militares a faculdade de atuar com poder de polícia até o restabelecimento da normalidade.

Nessas ações, as Forças Armadas agem de forma episódica, em área restrita e por tempo limitado, com o objetivo de preservar a ordem pública, a integridade da população e garantir o funcionamento regular das instituições.

As missões de GLO são realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República, nos casos em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem. Assim, a decisão sobre o emprego excepcional das tropas é feita pela Presidência da República, por motivação ou não dos governadores ou dos presidentes dos demais Poderes constitucionais.

Até o presente momento, o Comando Militar da Amazônia (CMA) não foi notificado oficialmente para atuar na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no estado do Amazonas.

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