Amazonas Fiscalização Polícia

Seduc paga R$ 7,6 milhões a empresa alvo da PF

Os valores foram liberados pela gestão do secretário de Estado de Educação, Luis Fabian Pereira Barbosa, em único dia à Aliança Serviços, do empresário Francisco Sampaio Neves, o ‘Chaguinha’

Por Álisson Castro

D24.AM – Empresário ligado ao ex-governador do Amazonas José Melo, cassado em 2017 por compra de votos, ganhou ‘agrado’ da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em forma de pagamentos que totalizam R$ 7,6 milhões. Os valores foram liberados em um único dia pela gestão do secretário de Estado de Educação, Luis Fabian Pereira Barbosa, no dia 15 de março, e realizados em quatro pagamentos à Aliança Serviços de Edificações e Transporte Ltda., cujo sócio proprietário é o empresário Francisco Sampaio Neves, o ‘Chaguinha’.

Alvo de investigação da Polícia Federal (PF) em 2016, ‘Chaguinha’ foi apontado, na época, como o operador de um esquema de corrupção para eleger Melo, em 2014. Segundo relatório da PF, a Aliança Serviços de Edificações e Transportes Ltda. – que doou R$ 600 mil, via comitê estadual, para a campanha eleitoral de reeleição do governador do Amazonas, José Melo (PROS) – multiplicou por dez o faturamento anual na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Desde 2010 até 2014, a empresa teria recebido R$ 180.843.071,30.

Em relação às recentes pagamentos feitos pela Seduc, chama atenção, em primeiro lugar, a liberação de R$ 7,6 milhões em um único dia e, em segundo lugar, o fato do pagamento em referir a serviços que nem são mais prestados pela empresa Aliança.

De acordo com notas de empenho publicadas na Portal da Transparência do governo do Estado, os valores são referentes a despesas de pagamento de exercícios anteriores de serviços de logística reversa efetivadas em novembro de 2017.

Investigada

As relações suspeitas da gestão de Luis Fabian na Seduc com empresas não se limita à Aliança Serviços. No último dia 30 de março, o GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) publicou matéria informando que a secretaria assinou décimo primeiro aditivo em contrato com empresa de agentes de portaria. O aditivo custará R$ 19,1 milhões aos cofres públicos do Estado por apenas seis meses de serviços.

O contrato, firmado com Marco Coelho Serviços. Empresa alvo de investigação no âmbito do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) por denúncias de irregularidades, mas, as suspeitas não foram suficientes para evitar mais uma renovação de aditivo milionário pela gestão do secretário Luís Fabian.

No último dia 14 de março, o promotor de Justiça Edgard Maia de Albuquerque Rocha, instaurou procedimento visando melhores elementos para definir do objeto e identificação dos alvos da investigação. A suspeita é devido a pagamentos realizado pela Seduc à empresa Marco Coelho Serviços.

A reportagem tentou ouvir a Seduc, mas não obteve respostas até o fechamento deste edição.

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