Educação

Mulheres são maioria na pesquisa científica no AM e dominam nas formações de mestrado e graduação

Dados da Fapeam apontam que, dos 67 mil cadastros de pesquisadores, 57% são mulheres.

Por: Eliane Nascimento

Prestes a lançar editais inéditos no Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado nesta quinta (11), a diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Márcia Perales, destacou que as mulheres são maioria na pesquisa científica no estado.

A Fapeam possui um cadastro geral chamado “SigFapeam”, onde constam todos os pesquisadores que foram apoiados ao longo da existência do órgão. Dos mais de 67 mil pesquisadores cadastrados, segundo a diretora, 57% são mulheres.

“O lugar de mulher é onde ela quiser. Como vivemos em uma sociedade com características ainda bastante machistas, ela vai precisar lutar, perseverar, se ela quiser entrar em áreas que ainda são majoritariamente masculinas. Temos muitas histórias de mulheres que enfrentaram, que foram bem sucedidas e hoje são exemplos que nos orgulham muito”, disse.

A diretora destacou que existe uma diferença quando se trabalha por grau de conhecimento. Por isso, ela cita que a melhor forma de consultar os dados é quando se desmembra as informações.

“Ao observar no cadastro da Fapeam, tenho mais mulheres com formação no ensino fundamental, médio, graduação, especialização e mestrado. Já a altíssima qualificação, como chamamos, que é doutorado e pós-doutorado, tenho uma outra expansão, a maioria são homens”,

Perales afirmou que a presença da mulher na ciência varia, também, conforme área de atuação. Um olhar a partir de parâmetros mais restritos, ao invés do geral, podem apontar para outra realidade.

“Exemplo, se colocar um filtro no sistema e perguntar sobre mulheres pesquisadoras na área de engenharia, vou ter 20% de mulheres e 80% de homens. Na área de ciências exatas e da terra, vou ter 57% de homens e 43% de mulheres”, explicou.

Como mudar isso?

A diretora contou que a Fapeam está com ações concretas para tentar mudar o cenário. Em 2020, a Fundação incluiu no calendário de atividades a data do 11 de fevereiro. Foram realizadas ações com pesquisadoras em escolas, com trajetórias e histórias boas para contar.

“Para as meninas entenderem que é possível seguir a carreira científica. As pesquisadoras também foram para feiras, que é um lugar onde as pessoas comuns estão. As meninas se interessaram muito pela pesquisadora que fez demonstrações, conversou com elas. Essa ação fez a ciência algo mais próximos da meninada”, disse.

Em 2021, a diretora disse que quis dar passos mais concretos e apoio mais afetivo ao lançarem dois editais exclusivos nesta quinta-feira (11). “O intuito desses editais é focar em áreas, focar em capital e interior com diferenciações para incentivar, valorizar e reconhecer o protagonismo feminino nessa área. São ações muito concretas que a gente está efetivando amanhã”, explicou.

A diretora lembrou que o Conselho Nacional de Fundação de Amparo à Pesquisa (Comfap) é composto por 26 presidentes, desse número apenas duas são mulheres.

“Uma delas sou eu. E aqui, na Universidade Federal do Amazonas, a mais antiga universidade do Brasil, só houve uma reitora, entre todos os outros reitores. Essa reitora foi eu. Tem muito a ser feito, muito a ser trabalhado. Tem uma batalha grande pela frente. Acredito que nos últimos anos, temos avanços bem bacanas e significativos”, completou.

Sobre editais

A iniciativa vem ao encontro das celebrações do Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, que é comemorado em 11 de fevereiro, e que desde o ano passado entrou no calendário de ações da Fapeam. Neste ano, a Fundação adota o tema A cientista que sou saúda a cientista que mora em você”, propondo a empatia entre mulheres e meninas para estimular uma maior presença das mulheres na ciência e na gestão de projetos científicos.

Os programas a serem lançados estão inseridos num conjunto de ações que a Fapeam promoverá ao longo deste ano, que visam ampliar o acesso e assegurar a participação igualitária de mulheres e meninas na ciência e tecnologia. Essas ações estão em consonância com a missão e objetivos institucionais, com o Plano Plurianual (PPA 2020-2023), e atendem à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU).

Fonte: G1 Am

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