Amazonas Mundo

Responsável por coleta de dados do interior do AM diz que não há subnotificação de casos de Covid

Amazonas chegou a 5.810 mortes causadas pela doença, com mais de 218 mil casos.

Por Luciana Rossetto.

Não há subnotificação de casos de Covid-19 no Amazonas, apesar de algumas ausências pontuais no repasse das informações por alguns municípios. É o que a afirma a enfermeira Ângela Desiree Carepa Santos da Silva, responsável técnica pela organização dos dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) sobre a contaminação nos municípios do interior do Estado.

Mesmo com alguns atrasos na captação dos dados relacionados à Covid-19 em algumas cidade, a profissional garante que não existe inconsistência nos números oficiais, que mostram o recente aumento dramático de contágios e mortes.

  • NOVO SURTO: Janeiro supera abril e já é o mês com maior nº de internações
  • NOVAS RESTRIÇÕES: Abertura de academias e transporte intermunicipal de passageiros são proibidos

Nesta terça-feira (12), o Amazonas chegou a 5.810 mortes causadas pela doença, sendo Manaus a cidade que concentra o maior número de óbitos, atingindo a marca de 3.800. No entanto, todos os 61 municípios do interior tiveram mortes e acrescentam à estatística 2.010 vítimas. No Estado são 218.070 casos confirmados, sendo 127.026 registrados em cidades do interior – o que representa 58,25%.

As informações divulgadas pela FVS são repassadas, via sistema, pelos próprios municípios. Eventualmente problemas na rede ou até mudanças climáticas podem atrasar ou impedir a consolidação desses dados.

“Não existe subnotificação. Existe o atraso da informação, o que é diferente. O responsável pode não conseguir enviar os dados no horário previsto”, afirmou Ângela, explicando que o órgão aceita um atraso máximo de um dia. Ela também garante que não existe um município com problemas graves para envio dos dados, ainda que eventualmente dificuldades possam ocorrer. “Mais de 24 horas, na atual conjuntura, é um problema. Então nós insistimos em pelo menos um contato telefônico”.

Outros fatores incidem na falha de comunicação e complicam ainda mais o complexo cenário. A responsável técnica explica que o telefonema é o meio encontrado para obter a informação e entender o que está acontecendo em determinada cidade quando os dados não são atualizados. “A internet aqui não é muito boa, nos municípios e até na capital. Principalmente agora que nós estamos no inverno amazônico, as chuvas são muito fortes e dificultam até a telefonia. Mas nós estipulamos um período, onde nós monitoramos cada envio do município e as suas informações. Se tiver alguma inconformidade, nós entramos em contato com o município”.

A logística utilizada é fundamental para que o Estado tenha dimensão da evolução dos casos e também para repassar as informações sobre os pacientes que foram transferidos para Manaus. Porém, os dados só são considerados oficializados quando a informação é preenchida no sistema.

“Quando a informação não é enviada, nós não conseguimos acompanhar em tempo real a situação epidemiológica. Isso dificulta um pouco a tomada de decisão para apoiar a situação. Quando fazemos esse acompanhamento direto, nós conseguimos, mesmo à distância, dar o suporte para eles. Quando há um atraso de 24h a 48h, não tem consequências tão graves, porque nós conseguimos monitorar. Eles não oficializam a informação através da plataforma, mas nós conseguimos manter um contato telefônico, então o Estado consegue acompanhar as informações do município”, disse Ângela.

A mudança de governo e a troca de gestores em muitos municípios, aliada ao período de festas e retomada de atividades também atrapalhou a obtenção dos dados no início do ano. “Nós tivemos um período, bem no início do ano, em que houve um maior número de municípios que não estavam enviando as informações por essa série de fatores. Hoje já melhorou sensivelmente, 90% já enviam as informações”.

Situação crítica

Janeiro já é o mês com o maior número de novas internações por Covid-19 em unidades de saúde de Manaus. O número de novos pacientes internados na capital em apenas 12 dias já superou o total do mês de abril de 2020, que tinha o maior registro desde o início da pandemia.

Na terça-feira, a Fiocruz divulgou que uma nova variante do coronavírus que causa a Covid-19 foi encontrada no Amazonas. Trata-se da mesma variante que chegou ao Japão após viajantes passarem pelo estado. E, também de acordo com o pesquisador e vice-diretor da instituição, Dr. Felipe Naveca, apresenta uma série de mutações vistas pela primeira vez.

O consumo de oxigênio também aumentou em Manaus e tanques do produto começaram a faltar nos hospitais. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu um procedimento para investigar a “situação real” da disponibilização de oxigênio para fins hospitalares nas unidades de saúde do Estado.

Foto: Reprodução

Fonte: G1 AM.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Direto da Redação

Notícia, conteúdo e credibilidade

Folha de Maués

Notícias da Terra do Guaraná

G1 > Turismo e Viagem

Notícias da Terra do Guaraná

G1 > Mundo

Notícias da Terra do Guaraná

G1 > Brasil

Notícias da Terra do Guaraná

WordPress.com em Português (Brasil)

As últimas notícias do WordPress.com e da comunidade WordPress

%d blogueiros gostam disto: