Amazonas Mundo

Bolsonaro critica gestão de Wilson Lima

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o número de casos da doença cresceu no Amazonas e que as mortes acontecem porque o governo do Estado “deixou acabar o oxigênio”

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta terça-feira (12), a visita do ministro Eduardo Pazuello ao Amazonas, para acompanhar a pandemia de Covid-19 no Estado. Na ocasião, o ministro da Saúde, acompanhado da equipe, foi recebido pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, e pelo prefeito de Manaus, David Almeida.

Bolsonaro afirmou que o número de casos da doença cresceu no Amazonas e que as mortes acontecem porque o governo “deixou acabar o oxigênio”. “Mandamos ontem (segunda, 11) o nosso ministro da Saúde pra lá. Tava um caos. Não faziam o tratamento precoce. Aumentou assustadoramente o número de mortes. E morre esse pessoal por asfixia porque não tinha oxigênio. O governo estadual deixou acabar o oxigênio. É morrendo asfixiado. Imagina você morrendo afogado? Fomos pra lá, ele (ministro) interferiu. Tão falando já que ‘interferiu? ‘. Então vai deixar o pessoal morrer?”, indagou o presidente.

Imunização

Nesta terça-feira (12), o GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) revelou que com uma população de 4,2 milhões de habitantes, o Amazonas pode viver uma corrida pela vacina da Covid-19, de acordo com o plano de imunização proposto pelo Governo do Amazonas, que engloba apenas 25% da população em 2021.

Em entrevista coletiva realizada na segunda feira, o Governador Wilson Lima revelou as doses já contratadas pelo estado. “O Amazonas deve receber em neste ano 1.000.111 doses imunizantes, de diferentes consórcios”, disse Wilson.

Apesar do número contratado, o Estado não se preparou totalmente para as doses, tendo menos da metade de seringas necessárias para as doses recebidas, que são aguardadas para a próxima semana. “Trabalhamos com a logística até o dia 20, atualmente temos três planejamentos diferentes quando chegarem, temos 440 mil unidades de seringas atualmente”, disse o governador.

Após decretar e revogar decreto para fechamento das atividades não essenciais, Lima revelou que um novo decreto não está descartado. “Estamos discutindo restringir mais. Essa semana ainda algumas medidas são esperadas por conta da subida na capital”, argumentou o governador.

Wilson disse que uma nova medida ainda não foi aplicado por não ter certeza acerca da eficácia. “Decretar um novo lockdown pode causar um efeito reverso, não temos condições de fiscalizar todos os lugares”, informou.
Por fim, Wilson Lima comentou a ineficácia do estado em questão de estrutura para o combate da doença. “Hoje enfrentamos uma crise de oxigênio, com empresas buscando suprir a necessidade do estado do Amazonas”, encerrou.

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Fonte: redacao@diarioam.com.br

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