Brasil Política

Governo Bolsonaro avalia que tem tempo para curar feridas no Senado

Por Valdo Cruz

 

Passada a eleição para os comandos do Congresso, a equipe de Jair Bolsonaroavalia que, na Câmara dos Deputados, tudo seguiu dentro do planejado. E Rodrigo Maia é segurança para as reformas. No Senado, agora o tempo é de curar feridas depois das sessões confusas e tensas. O governo acredita que tem tempo para isso e que Jair Bolsonaro terá de tomar as rédeas do processo.

Afinal, as reformas, como a da Previdência, só chegam na Casa depois de passar pela Câmara dos Deputados. O governo vai trabalhar para ter o MDB do seu lado e acredita que Renan Calheiros (MDB-AL), que também será procurado, já não tem tanto poder quanto antes para liderar uma forte oposição às propostas do Palácio do Planalto.

Por outro lado, a vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP), que deu fôlego ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, não é garantia de que todos os que o apoiaram estarão com o governo na votação das reformas. Por isso, será preciso construir uma maioria na Casa, que já era considerada mais complicada do que a Câmara.

Eleito com folga e força para seguir no comando da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) já deixou claro que vai aprovar a reforma da Previdência, mas será ele, na Casa, o protagonista das negociações. Um recado na direção de Onyx Lorenzoni, acusado pelo grupo de Maia de trabalhar contra ele. Os dois nunca se deram bem, mas agora devem começar um trabalho conjunto de reaproximação.

Maia vai negociar com o ministro da Casa Civil, mas terá ponte direta com o presidente Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. E vai assumir, inclusive pensando nos seus projetos futuros, a construção da maioria para aprovar a medida. Ele avalia ser importante ter o apoio de governadores e prefeitos e alerta que, no momento, não sabe se o governo tem os 308 votos para aprovar a PEC da Previdência.

No caso do Sendo, uma ala do governo preferia Renan Calheiros, chegou a torcer por sua vitória no sábado e criticava Onyx Lorenzoni por interferir na disputa pelo Senado. Acabou dando certo para o ministro da Casa Civil, e até aqueles que preferiam Renan o faziam por acreditar que ele ganharia e, no posto de presidente, era preciso tê-lo ao lado do Planalto.

Mas até a ala do governo favorável ao senador alagoano, no final, respirou aliviada, porque Renan não é considerado totalmente confiável e seria um obstáculo para os projetos do ministro da Justiça, Sergio Moro. Agora, o Planalto vai descobrir se Renan, que como aliado é segurança de votação de projetos na Casa, continuará tendo poder para ser um inimigo temível.

 — Foto: Editoria de Arte/G1

— Foto: Editoria de Arte/G1

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