A riqueza da cultura amazonense é reconhecida internacionalmente, evocando olhares de todos os cantos do país e do mundo, a Amazônia abrange uma diversidade cultural surpreendente inclusive para seus próprios habitantes, decorrente, sobretudo, de sua formação étnica, em que a esfera indígena foi aos poucos absorvendo influências africanas e europeias, sobretudo de portugueses e espanhóis, além de outras correntes migratórias que vieram contribuir para o cadinho amazônico.

Com seu referencial simbólico enraizado em matrizes étnicas bem distintas entre si, o amazonense traduz esse simbolismo de forma exuberante, tais manifestações estão cada vez mais comprometidas com os aspectos ecológicos que envolvem a conservação da Amazônia como um todo e, particularmente, do Amazonas, Estado que apresenta uma das mais intocadas florestas de todos os que compõem a região.

Devido ao crescente contato com rudimentos de outras culturas, cada vez mais o amazonense vem se dando conta de sua própria singularidade e da riqueza cultural que representa sua mitologia, tradições e costumes, de modo que esses aspectos estão sendo aproveitados como atrativos turísticos. Rituais praticamente desconhecidos da população urbana local passaram a fazer parte do calendário de eventos amazonense. O da Tucandeira da cultura Sateré-Mawé no Baixo Amazonas, por exemplo, que antes era praticado somente como rito de passagem entre a infância e a adolescência, agora se reveste como um bem-vindo elemento gerador de renda para os membros de algumas comunidades amazonenses. Outra etnia também muito conhecida é a dos Tikunas em que os mesmos consideram a fase da puberdade muito perigosa, período em que as jovens podem ser influenciadas por maus espíritos, o ritual Tikuna tem por objetivo iniciar as meninas-moças na vida adulta, cortando os cabelos e flagelando-as, a resistência às dores representa a passagem para a vida adulta. Tais rituais e costumes são significativos para compreensão da realidade como certo hábitos e crendices que o povo amazonense herdou das etnias.

Contudo, como parte essencial na composição identitária, a cultura amazonense vem se renovando e se adaptando aos tempos da globalização, sem perder sua essência e dinamismo.

 

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Texto:  Mateus William da S. Doce